Bolsa de Mulher
Um dos principais conselhos dos especialistas para ter sucesso na carreira é criar uma boa rede de contatos. É o chamado networking - e ele está ficando cada vez mais net. Bolsa de Mulher, LinkedIn, Orkut, Twitter, Facebook: são as chamadas redes sociais, que ajudam a organizar os contatos na internet, sejam amigas de infância, familiares ou colegas de trabalho. Há quem pense que esses sites são pura perda de tempo, espaço para diversão. Mas, enquanto isso, tem muita gente conseguindo oportunidades de trabalho pela rede.
Não precisamos ir muito longe na web para descobrir o poder dessa ferramenta. No Bolsa de Mulher – a primeira rede social feminina brasileira e da América Latina -, além de se relacionarem e discutirem temas do universo feminino, elas também usam a rede como meio de encontrar uma oportunidade de emprego.
Para Andiara Petterle, CEO do Bolsa de Mulher SA, as redes sociais se tornaram essenciais para o atual mercado de trabalho. "O velho ditado que diz 'quem não é visto não é lembrado', vale cada vez mais. Num dia a dia corrido, tendo que contratar com rapidez, muitos gestores optam por pedir indicações para sua rede de relacionamentos, de pessoas interessantes para preencher suas vagas. Por isso, as redes sociais são espaços ótimos para você estar atento às oportunidades e comunicar que está no mercado. No Bolsa, há fóruns e grupos de mulheres que se reúnem para trocar experiências com amigas da mesma profissão. É um caminho excelente para estar perto de quem pode ter uma oportunidade perfeita para você", diz Andiara.
Oportunidades reais
Atualmente, o LinkedIn é a forma mais eficiente de você publicar uma oferta de emprego e ter networking real profissional. Lá, além de ter seus contatos, tem as recomendações de quem já trabalhou com você. A comediante Criss Dias conta que há dois anos fazia espetáculos de stand up em Sorocaba (SP), sonhando em se apresentar na capital paulista. "Pelo Orkut e pelo Twitter, consegui fazer contato com outros comediantes e marcar apresentação em Sampa", contou ela, via Twitter (isso mesmo, esta reportagem também usou o Twitter, o Orkut e outras redes sociais para buscar boas histórias).
No mundo virtual, as oportunidades surgem com a rapidez da internet. Um comentário no Facebook de uma amiga rendeu um novo emprego para a publicitária Camila Borges em Belo Horizonte. "A pergunta era se alguém conhecia um profissional com o perfil da vaga. Vi o post no meio da tarde e falei logo que sim. Eu mesma!", lembra. No dia seguinte, foi entrevistada e, em uma semana, assumiu o novo posto.
Empresas antenadas
Empresas antenadas já descobriram que vale a pena recrutar pelas redes sociais. A prática é mais comum em empresas de tecnologia ou em agências de comunicação que lidam com criação e interatividade, mas também conquistou adeptos em setores mais tradicionais, como a indústria farmacêutica. É o caso da multinacional japonesa Daiichi Sankyo, que atua na área de cardiologia e iniciou a busca por colaboradores pelo Orkut. "A divulgação foi feita via Twitter, blogs, fóruns, gengibre, podcasts etc. Começamos pelo Orkut porque é o mais usual", conta Patrícia Yamakawa, da área de inovação e gestão do conhecimento da empresa.
Na comunidade "Essa vaga eh minha!", a companhia espera encontrar pessoas "que ousam inovar" e "que se adaptam ao ambiente de experimentação". Ao que parece, está buscando no lugar certo. Muitos empregos estão também nas próprias redes sociais. Já imaginou que twittar, navegar no YouTube ou entrar no Orkut pode ser trabalho? A agência interativa Dialeto, por exemplo, acha que sim e contratou recentemente um redator de redes sociais. Como procurou o profissional certo? Pelo Twitter.
Além dos tradicionais sites de cadastro de currículos na internet, existem redes sociais especificamente montadas para intermediar o às vezes difícil encontro entre empregador e profissional. É o caso do Linkedin, que diz ter mais de 40 milhões de profissionais cadastrados em todo o mundo para troca de informações, idéias e oportunidades de trabalho. No Brasil, foi lançado em março um novo serviço desse tipo, mas com um formato bem diferente. É o Indica, www.indica.com.br, uma rede social que funciona como um caça-talentos online. O site, que já tem 7.000 cadastrados, permite que você indique pessoas da sua rede contatos para as vagas listadas.
Caso o seu amigo seja contratado para a vaga, o site promete uma recompensa pra você, que vai de R$ 300,00 a R$ 2.500,00 em vale-compras de um site de vendas pela internet, o Submarino. O valor da recompensa varia de acordo com o cargo ocupado. O Indica não cobra nada dos profissionais que indicam amigos ou são indicados. Todo o custo, segundo informou o site, é pago pela empresa que busca o profissional. As vagas mais procuradas são nas áreas de tecnologia, finanças, marketing, recursos humanos, suprimentos e vendas.