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Empresas estão de olho em candidatos que possuam perfis em mídias sociais, e apostam principalmente no Twitter como ferramenta na busca pelo profissional desejado.
Por Luana Soares
Orkut, Twitter, LinkedIn, Facebook, MySpace, e por aí vai. Quem utiliza as redes sociais apenas como sites para distração, está perdendo tempo. A nova tendência entre empresas é a utilização dessas mídias como fonte de pesquisa para contração de profissionais. Entre “twitts” e “posts”, as empresas conhecem um profissional diferente do apresentado em currículos e entrevistas. E este, em muitos casos, pode ser o diferencial entre estar empregado ou não.
A agência de comunicação iThink utiliza o Twitter e o LinkedIn na contratação de profissionais. Segundo a coordenadora de RH da empresa, Karla Baratto, essas duas ferramentas são de grande utilidade na busca por novos talentos.
Ela avalia que as mídias sociais são focadas em conteúdo, inteligência e networking , e através delas é possível conhecer o candidato com mais profundidade, indo muito além de uma folha de papel.
“O LinkedIn é uma ferramenta mais completa e está sendo muito eficiente nos processos seletivos. Além do histórico profissional e acadêmico tradicionalmente presente nos currículos regulares, podemos ter acesso às recomendações, ao networking do profissional, aos grupos de discussão que ele participa e, em alguns casos, até visualizar a bibliografia que ele estuda”, destaca Karla.
Já o Twitter, na opinião da coordenadora de RH, é uma ferramenta de uso mais pessoal, assim como o Orkut e o Facebook. Dessa forma, ela analisa os posts, ou melhor, “twitts”, seguindo dois critérios: a quantidade e a qualidade de novidade e inovação que o usuário divide com os seus seguidores.
“Além disso, mensuro o nível de exposição de valores pessoais. Se as crenças do ‘twitteiro’ divergirem em relação aos valores da empresa, há grandes chances de eu não chamá-lo para a entrevista”, complementa.
Karla lembra que, recentemente, uma profissional começou a segui-la no Twitter e fez uma verdadeira campanha para trabalhar na iThink. “Ela começou a responder aos meus posts, chamando minha atenção. Quando entrei na página dela, vi que vários seguidores estavam apoiando essa profissional para que ela trabalhasse conosco. A candidata foi criativa, pró-ativa e ainda honesta, pois disse que não tinha experiência profissional consolidada e que essa era a única forma dela se diferenciar entre uma multidão de candidatos.
Marcamos uma entrevista e a conhecemos pessoalmente. Gostamos tanto dela que estamos estudando a possibilidade de abrir uma vaga de estágio para essa candidata”, finaliza.
A dica para os profissionais de TI fica com Dan Turkieniez, diretor executivo do Indica , empresa de hunting online da Allis S.A , especializada em soluções inteligentes em gestão de pessoas.
“É importante ter seu perfil atualizado nas redes sociais, principalmente as profissionais, e estar atento às comunidades existentes nas redes que mantém a publicação de vagas com frequência”, recomenda.